Rígido

“Me esquenta com o vapor da boca
E a fenda mela
Imprensando minha coxa
Na coxa que é dela

Dobra os joelhos e implora
O meu líquido
Me quer, me quer, me quer e quer ver
Meu nervo rígido

É dessas mulheres pra comer com dez talheres
De quatro, lado, frente, verso, embaixo, em pé
Roer, revirar, retorcer, lambuzar e deixar o seu corpo
Tremendo, gemendo, gemendo, gemendo…”

(Ana Carolina / Mano Melo / Antônio Villeroy / Alvin L.)

Publicado em:  on Abril 8, 2009 at 12:57 pm Comentários (9)
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Carnival

Nesse carnaval, eu visto e sou a fantasia.

 

(…)Me roubou o sono e a solidão
Me mostrou o que temia ver
Sem pedir licença, nem perdão
Veio louca pra me enlouquecer
Vou dormir querendo despertar
Pra depois de novo conviver
Com essa luz que veio me habitar
Com esse fogo que faz arder(..)

Se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval.

(Toquinho e Vinicius de Moraes – Escravo Da Alegria )

Publicado em:  on Fevereiro 20, 2009 at 4:33 pm Comentários (12)
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Literótica

Para quebrar a sequência de textos e causos, hoje vou “colar” trechos de livros de Gabriel Garcia Márquez nos quais toda a vez que eu leio, tenho que dar uma paradinha de 5 minutos, suspirar e retomar minha concentração.

Gabo escreve putaria de uma forma linda. Eu adoro.

“Ela teve que fazer um esforço sobrenatural para não morrer quando uma potência ciclônica, assombrosamente regulada levantou-a pela cintura e despojou-a da sua intimidade com três patadas, e esquartejou-a como a um passarinho.”

“Uma noite se lambuzaram dos pés à cabeça com pêssegos em calda, lamberam-se como cães e se amaram como loucos no chão da varanda, e foram acordados por uma torrente de formigas carnívoras que se dispunham a devorá-los vivos.”

(Cem Anos de Solidão)

“Te adoro porque me fizestes puta”

“Uma vez, quando era vice-presidente, estava fazendo um amor de emergência com uma das moças do serviço dominical, ele sentado numa cadeira de escrivaninha, e ela acavalada sobre ele(…)”

(Amor nos Tempos de Cólera)

“Recordo que eu estava lendo La lozana andaluza na rede do corredor, e a vi por acaso inclinada no tanque com uma saia tão curta que deixava a descoberto suas coxas suculentas. Presa de uma febre irresistível levantei-a por trás, baixei suas prendas até os joelhos e avancei pelos fundos. Ai senhor, disse ela(…)”

“Acorde a menina, fode ela até pelas orelhas com essa pica de burro com que o diabo premiou você(…)”

(Memória de Minhas Putas Tristes)

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Tenho razão ou sou tarada em demasia? rsrs

Publicado em:  on Fevereiro 5, 2009 at 5:04 pm Comentários (12)
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